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Delegado Antônio Furtado disse que já tem o nome do suspeito de crime em Pinheiral

Destaque Popular, em Volta Redonda
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Delegado Antônio Furtado disse que já tem o nome do suspeito de crime em Pinheiral

O homicídio da noite de ontem em Pinheiral deixou a Polícia Civil em alerta e já há um suspeito identificado. O Delegado Antonio Furtado informou que a 101a DP trabalhou a madrugada de hoje inteira, realizando diligências importantes para o esclarecimento do crime.


- Lamentamos mais essa morte e estamos apurando o caso com o máximo empenho. Tanto que identificamos um suspeito que ameaçou a vítima de morte há dois meses atrás. Ele ontem de tarde estava em casa mas, depois do crime, sumiu de Pinheiral. Além de buscas junto com a Polícia Militar para encontrá-lo, a perícia de local já foi feita, o corpo foi encaminhado ao IML para análise e ouvimos testemunhas.


O Delegado não descarta que o histórico de crimes da vítima possa ter ligação com o motivo do homicídio.


- Uélio Aparecido dos Santos, vulgo Cabeludo, de 34 anos, a vítima, tinha diversas passagens criminais, como furtos qualificados, desacato, desobediência, lesōes corporais e ameaça. Uma das linhas de investigação é que o assassinato foi motivado por vingança. Foram pelo menos três tiros quando Uélio bebia num bar. Mesmo baleado, ele ainda entrou em seu carro, deu a partida mas bateu logo depois. Saiu do veículo e acabou morrendo na rua.


Para Furtado, a vítima cometeu um erro fatal.


- Não foi uma simples ameaça de morte que Uélio sofreu dois meses antes. O suspeito chegou a dar um tiro para o alto perto da casa da vítima. Isso era caso de registro policial imediato. Quem ameaçou seria trazido para a Delegacia e a arma seria procurada. Essas medidas certamente evitariam o assassinato. Mas Uélio não comunicou a ameaça, subestimando o perigo que corria.


Furtado questionou que há boatos plantados em Pinheiral para agravar uma situação já delicada e criar um clima de pânico entre os moradores.


- Ontem diversas mentiras foram divulgadas nas redes sociais, como a morte também de um parente da vítima e que um outro rapaz teria sido assassinado. Uma mulher chegou desesperada na Delegacia acreditando nisso e foi acalmada pelos policiais. As pessoas têm a falsa sensação de que podem fazer o que quiserem nas redes sociais ou em outros ambientes da internet, mas vamos deixar claro que não é assim. Boato de crime inexistente, que causa pânico ou mobiliza à toa a Polícia é Falsa Comunicação de crime. Já determinei a abertura de procedimento para investigar os boatos e a pena pode chegar a seis meses de prisão. Para mim não há diferença entre crimes pequenos ou graves. Tudo o que prejudica à sociedade tem que ser punido - concluiu Furtado.


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