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Volta Redonda terá ação de prevenção à hanseníase

Equipe da secretaria municipal de Saúde vai distribuir material educativo e dar informações sobre a doença nesta sexta-feira, dia 01, na Vila

A secretaria de Saúde de Volta Redonda vai realizar nesta sexta-feira, dia 01, na Praça Rotary, em baixo da Biblioteca Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília, um evento pelo Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, comemorado no último domingo do mês de janeiro. Uma equipe do CDI (Centro de Doenças Infecciosas) estará no local, das 8h às 12h, e vai distribuir material educativo, informar sobre como identificar sintomas da doença.

O evento também tem o objetivo de mostrar à população que a hanseníase tem cura e o tratamento é de graça. “Temos que aproveitar a data para chamar a atenção da sociedade sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença. Em Volta Redonda, o tratamento é oferecido pelo CDI. No início de 2018, dez pacientes faziam acompanhamento no local e, durante o ano, mais cinco casos foram identificados e iniciaram o tratamento”, disse o secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto.

A hanseníase ou Mal de Hansen é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele e é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. A doença ainda remete a um passado triste, de discriminação e isolamento de pacientes, devido às deformidades que causava. “Hoje, sabemos que todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura”, ressaltou o secretário.

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, acredita na importância da data, que chama atenção para a prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase e afirma que o município não poderia ficar fora desta campanha. “A população tem que saber que a hanseníase tem tratamento e é de graça”, disse, lembrando que ações na rua têm o objetivo de atingir o maior número de pessoas possível e transformá-las em multiplicadores.

SINTOMAS DA DOENÇA – Uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; caroço e inchaços pelo corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; engrossamento do nervo que passa no cotovelo, levando à perda de sensibilidade ou a diminuição da força do quinto dedo; áreas com diminuição de pelos e de suor.

TRATAMENTO – O tratamento da hanseníase é feito na Rede Pública de Saúde e pode durar de seis a doze meses, se seguido corretamente. A coordenadora do Programa de Hanseníase no CDI, em Volta Redonda, a enfermeira Rejane Maria de Queiroz e Silva, alerta que todas as pessoas que convivem ou conviveram com quem recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser examinadas nos serviços de saúde. “A doença é transmitida de pessoa para pessoa. Ao tossir ou espirrar, o doente expele bactérias nas gotas de saliva, que podem ser aspiradas por outra pessoa, contaminando-a”, explicou, ressaltando que não se contamina com abraço ou aperto de mão e não é necessário separar roupas, pratos, talheres e copos.

MAIS AÇÕES – A equipe do CDI programou ainda ações em unidades da Atenção Básica que diagnosticaram pacientes com hanseníase nos anos de 2017 e 2018. Na última semana de fevereiro, será realizada uma sensibilização, com distribuição de material educativo, orientações sobre a doença e sobre o uso da ficha de autoimagem – que ajuda o profissional a identificar a presença da hanseníase.

Recebem a ação a Unidade Básica de Saúde (UBS) José Henrique Sobrir, no Dom Bosco; Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do Santa Cruz; e UBSF Vereador Adão Pedro Alves, no Belmonte.

Nesta semana, a UBSF José Domingos Macedo, no Siderlândia, fez o trabalho de sensibilização e uma equipe do Programa de Hanseníase do CDI estará na unidade nos dias 08 e 11 de fevereiro para realizar consultas médicas e de enfermagem. Os devem casos suspeitos devem agendar consulta no CDI, que funciona na Rua Dionéia Andrade Faria, nº 329, no Aterrado, pelo telefone 3339-2061.

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