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Volta Redonda adverte guardas por protesto

Prefeito avalia que movimento é político

O governo de Volta Redonda advertiu neste domingo que os guardas municipais que aderirem a uma paralisação, segundo eles de advertência, poderão ser demitidos após processo administrativo. Na tarde da última sexta-feira, o Sindicato dos Funcionários Públicos de Volta Redonda encaminhou à Secretaria Municipal de Administração um ofício comunicando a paralisação, anunciando o aquartelamento de 70%do efetivo neste domingo.

O motivo alegado é a não evolução de discussões com o governo de uma série de itens reivindicados pelos guardas, como a aplicação do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) e a construção de um refeitório na sede da corporação, além da realização de concurso público, entre outros. Na manhã deste domingo havia uma paralisação parcial na Ilha São João, sede da GMVR.

O prefeito Samuca Silva esteve na sede e, ao lado do comandante Paulo Dalboni, advertiu sobre o risco de demissão. Ele considera que o movimento é político e determinou pessoalmente que todos cumpram a ordem de serviço do dia. Além disso, o chefe do Executivo sustentou que vem dando atenção especial à GMVR, estando aberto a discutir todas as questões citadas no ofício.  Citou melhorias nas condições de trabalho, como uniformes, novas viaturas, treinamentos e concurso público.

– Deixei claro que meu gabinete está à disposição [para conversar] à partir desta segunda-feira. O PCCS está sendo discutido e idealizado. Há um processo interno em andamento.  É preciso um estudo claro, inclusive do impacto financeiro. O plano deveria ter sido implementando em 1996, então não é de um ano para o outro que se corrige uma questão desta natureza – disse Samuca.

O prefeito reconheceu que a qualidade do almoço servido aos guardas precisa melhorar, mas que a providência – licitação para fornecimento – já foi aberta. “Realmente a qualidade do almoço não é boa e jamais deixei de admitir isso. Já falei isso várias vezes. A licitação está em aberto e vamos resolve em breve. Portanto, não há motivo para este tipo de manifestação”, acrescentou o chefe do Executivo, segundo o qual o número de guardas que estariam apoiando  movimento não seria superior a 10 – num contingente de 200 agentes.

Samuca lembrou também que, por lei, a GMVR está proibida de fazer greve e, por isso, determinou a abertura de processo administrativo disciplinar visando a demissão por justa causa dos “envolvidos por insubordinação, ao não aceitarem a ordem de serviço do comando”.

– A suspensão ou inserção de atividades administrativas depende do comando da Guarda. Aos que faltaram, determino a abertura [de processo administrativo] para verificação de adesão ou não ao movimento. Dou prazo de 20 dias para conclusão da comissão processante – acentuou Samuca em despacho. (Foto: Redes sociais) – Matéria: Fernando Pedrosa/Foco Regional

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