Operação da Polícia Civil e Militar cumpre 100 mandados de prisão em Barra Mansa
11 de junho de 2019
Trabalhadores da prefeitura de Volta Redonda montam o Quiosque da Convivência no Residencial Vila Rica
11 de junho de 2019

CER III atende seis mil pessoas por mês em VR

Pacientes com deficiência física, visual ou intelectual são encaminhados pelas unidades da Atenção Básica e Hospitais

Implantado há um ano e meio em Volta Redonda, o Centro Especializado em Reabilitação (CER III) atende cerca de seis mil pacientes por mês com deficiência física, visual ou intelectual como crianças e adolescentes com TEA (Transtorno do Espectro Autista) até os 14 anos. A unidade funciona no Estádio Raulino de Oliveira, no Jardim Paraíba, de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h, e recebe pacientes referenciados pelas Unidades Básicas de Saúde e pelos hospitais da Rede Municipal.

A coordenadora do CER III, Pollyanna Mazilli, afirmou que Volta Redonda foi credenciada pelo programa federal para atender os 12 municípios do Médio Paraíba. “Trabalhamos com atendimento multidisciplinar e com fornecimento de dispositivos auxiliares (órteses, próteses e mobilidade), quando necessários”, disse.

Ela explicou que o paciente do CER III conta com médicos neurologista, oftalmologista, psiquiatra e pediatra; fonoaudiólogo; fisioterapeuta; psicopedagogo; terapeuta ocupacional; assistente social e enfermeiro. “É um atendimento completo. Os pacientes encaminhados pelos hospitais, normalmente por conta de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou traumatismo, começam a reabilitação logo após a alta hospitalar, facilitando a recuperação”, contou Pollyanna.

Os pacientes referenciados pela Atenção Básica – com doenças degenerativas, neuromusculares e outras indicações – também têm acesso a todos os profissionais. Eles passam por triagem, avaliação multidisciplinar e são direcionados para a terapia. Quando há necessidade de utilização de dispositivos auxiliares, são encaminhados para o terapeuta ocupacional.

O CER III pode disponibilizar dispositivos auxiliares como muletas, lupas e óculos para os pacientes com problemas visuais e também cadeiras de rodas, de banho, andadores e até cadeiras adaptadas de acordo com critérios avaliados pelos profissionais. “É importante dizer que o paciente contemplado com dispositivos auxiliares e seus familiares são capacitados e acompanhados pelo terapeuta ocupacional para melhor utilização do equipamento”, explicou Pollyanna.

Kátia Nunes Correia, de 41 anos, com paralisia cerebral, foi pela primeira vez ao CER III nesta terça-feira, dia 11. Acompanhada pela mãe, Carlita Nunes da Silva, ela passou pela triagem e foi encaminhada para a terapeuta ocupacional que vai avaliar a necessidade de uma cadeira de rodas adaptada. “O nosso objetivo aqui é dar mais conforto para ela e para mim, que sou responsável pelos cuidados”, disse Carlita.

O secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, afirma que o principal objetivo do atendimento no CER III é garantir melhor qualidade de vida para pacientes e familiares. “Dando mais autonomia aos pacientes, melhoramos a qualidade de vida da família”, disse, acrescentando que Volta Redonda foi contemplada com o CER III e se tornou referência no tratamento de autistas e de transtornos visuais, contando inclusive com dois carros adaptados para o transporte dos pacientes mais graves, atendendo todo Médio Paraíba.

O prefeito Samuca Silva contou que o CER III, que hoje funciona no Estádio Raulino de Oliveira, vai ganhar nova sede ainda neste ano. “O Centro de Reabilitação passará a atender, ainda neste ano, no Hospital Santa Margarida. O novo espaço vai proporcionar mais conforto para pacientes e profissionais”, afirmou.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *