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Covid-19 – Estudo técnico pede reposição de doses aplicadas pela prefeitura em pessoas de fora de Volta Redonda

VACINA

Cidade pólo regional de saúde e educação, Volta Redonda pode receber 15 mil doses a mais de vacina contra Covid-19

O Governo do Estado deverá mandar 15 mil doses a mais de vacina contra a Covid-19 nas próximas remessas que forem remetidas a Volta Redonda. O objetivo é cobrir as doses usadas na vacinação de pessoas que não são moradoras da cidade, mas que trabalham aqui. O montante será diluído em etapas e foi calculado a partir de um estudo técnico da Secretaria Municipal de Saúde, a partir de dados do sistema municipal, estadual e federal. O pleito já foi apresentado às autoridades que cuidam do Plano Nacional de Imunização (PNI) em território fluminense e considerado justo, diante das explicações dadas pela Prefeitura de Volta Redonda.

No estudo, foi apresentado que Volta Redonda é a cidade com maior população na região Sul Fluminense, além de concentrar a maioria dos hospitais (públicos e particulares) e das universidades (públicas e particulares). Da mesma forma, tem também o maior número de escolas e é a cidade que mais oferece serviços de saúde nas mais diversas áreas.

A rede de Saúde do Município de Volta Redonda, contemplam os serviços dos Hospitais públicos (Hospital Municipal Dr. Munir Rafful, São João Batista, Regional e Nelson Gonçalves). Hospitais privados (Unimed, Viver Mais, Santa Cecília e Hinja). E não estamos falando só de médicos, mas de todo pessoal envolvido e que já foram vacinados”, disse a secretária de Saúde, Maria da Conceição de Souza Rocha.

Foi constatado no estudo, por exemplo, que inicialmente a previsão das autoridades estaduais e federais era de vacinar 12 mil profissionais de saúde. No entanto, no cadastro do próprio governo federal (Localiza SUS) já consta que 28.997 pessoas ligadas ao setor receberam ao menos a primeira dose. Em outra ponta, mas com o mesmo viés, está a Educação. Das 5.103 doses aplicadas em profissionais da área, 1,4 mil eram de pessoas de foras que tinham contracheque comprovando trabalhar em escolas ou universidades locais.

“O cadastro estava muito desatualizado e já passamos ao Ministério e a Secretaria de Estado de Saúde o percentual de pessoas que não são moradores de Volta Redonda. A cidade tem os benefícios de ser um grande pólo, mas também tem o ônus e não pode arcar com isso sozinha em meio a uma pandemia”, disse Conceição.

Diante do caráter de universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e também para evitar que as pessoas mais vulneráveis fossem infectadas, a Prefeitura optou por vacinar também os trabalhadores vindos de fora de Volta Redonda.

“São pessoas que passam o dia todo aqui, andando, comendo, trabalhando. Não tem lógica não vacinar e deixar alguém sem imunização ficar circulando na cidade dentro dos grupos prioritários. Mostramos que seguimos o que preconiza a lei e as regras sanitárias. Importante ressaltar que não estamos sendo premiados com mais doses, mas apenas recebendo a cota justa”, citou Conceição.

Mesmo diante de tantas dificuldades, o estudo usou dados do próprio Ministério da Saúde para destacar os bons índices obtidos na vacinação local e o interesse da população de Volta Redonda em se vacinar.

“Considerando a distribuição de doses com foco no critério da estimativa populacional residente, tem havido dificuldades para acelerar a vacinação na população em geral, frente à excelente adesão dos cidadãos de Volta Redonda, garantindo, inclusive, a maior cobertura de primeiras doses entre os municípios mais populosos do Estado”, diz o estudo, que finaliza:

“Portanto, solicita-se da área técnica de imunizações reajuste nas cotas vacinais enviadas, para que haja compensação pelas doses aplicadas em não munícipes, até o momento (15.835) e permitir a continuidade e avanço da política de inclusão à vacina, com excelentes resultados”.

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