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CPI das crianças desaparecidas cobra explicações de empresas telefônicas

Começou nesta quinta-feira (17), oficialmente, o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) , que irá apurar a atuação do poder público no desaparecimento de crianças no estado do Rio.

Participaram da reunião o relator Danniel Librelon (REPUBLICANOS), o presidente Alexandre Knoploch (PSL), a vice-presidente Renata Souza (Psol) e a deputada membro Lucinha (PSDB).

Os parlamentares ouviram representantes da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), da Defensoria Pública do Estado, do Ministério Público, da delegacia de homicídios da Baixada Fluminense, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – DHBF e, ainda, empresas de telefonia como Tim, Vivo e Claro.

Dentre os assuntos debatidos, esteve o caso de três meninos que desapareceram no dia 27 de dezembro do ano passado na comunidade Castelar, em Belford Roxo. Até o momento, não se sabe o paradeiro de Lucas Matheus da Silva, 8 anos, Alexandre da Silva, 10 anos, e Fernando Henrique Ribeiro, 11 anos.

Outro levantamento da Comissão de Inquérito foi o não cumprimento da Lei 9.182/21, o Alerta Pri, que obriga as operadoras de telefonia a disparar mensagens de SMS e de aplicativos como WhatsApp com informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos no estado do Rio de Janeiro.

O relator da CPI, deputado Danniel Librelon, pontuou ainda a necessidade das telefônicas ajudarem na divulgação da cartilha com instruções sobre como agir em caso de desaparecimentos de pessoas. “Sabemos que a Defensoria Pública lançou uma cartilha com instruções, seria de grande importância que as empresas telefônicas também deixassem esse conteúdo para o público”, disse.

Além disso, Librelon destacou o trabalho da Comissão para a conseguir ajudar milhares de famílias no estado, mas também salientou que ainda faltam mecanismos para que a busca seja mais transparente. “Temos certeza de que a Comissão conseguirá trazer as respostas que esperamos, mas é fundamental que tenhamos um cadastro único no Estado do Rio e que ele seja compartilhado por todos aqueles que atuam na linha de frente dos desaparecimentos. Também precisamos lembrar que falta um programa de acolhimento para os familiares”, frisou.

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