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Dia Nacional de Combate à Hanseníase é lembrado em Volta Redonda

Tenda montada na manhã desta sexta-feira, dia 01, na Vila, orientou a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento

Hanseníase é uma doença grave, mas tem cura e o tratamento é de graça. Passar essa mensagem para a população de Volta Redonda foi o principal objetivo da ação da secretaria municipal de Saúde na manhã desta sexta-feira, dia 01, na Praça Rotary, em baixo da Biblioteca Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília. Uma equipe do CDI (Centro de Doenças Infecciosas) distribuiu material educativo e informou sobre como identificar sintomas da doença e buscar o tratamento.

A atividade lembrava o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, comemorado no último domingo do mês de janeiro. A data é utilizada para chamar atenção da população para a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

O secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, lembra que “em Volta Redonda, o tratamento é oferecido na Rede Pública de Saúde, por meio do CDI. A equipe do Programa de Hanseníase atua durante todo o ano, inclusive capacitando profissionais da Atenção Básica para identificar possíveis sintomas”, disse, explicando que a orientação nesses casos é agendar consulta no CDI, que funciona na Rua Dionéia Andrade Faria, nº 329, no Aterrado, pelo telefone 3339-2061.

De acordo com o prefeito, Samuca Silva, eventos como este, em praça pública, evidenciam temas que precisam chegar ao conhecimento da população. “Nossos técnicos ficam frente a frente com as pessoas e, além de tratar a prevenção e sintomas da hanseníase, por exemplo, apresentam o tratamento oferecido, gratuitamente, pela prefeitura”, afirmou, lembrando que cada pessoa que recebe as orientações tende a repassar a notícia para familiares e no trabalho, criando uma rede de informação.

A moradora do bairro Santa Cruz, Giovanna de Souza Mendes, trabalha na escola de idiomas, na Vila Santa Cecília, e parou para ouvir as orientações dos profissionais sobre a hanseníase. “A partir de agora, vou ficar atenta aos sintomas da doença. E vou aproveitar para mostrar esse material informativo e alertar meus colegas de trabalho para ficarem atentos”, disse.

O aposentado Luiz Cláudio da Silva, morador do Vila Rica/Tiradentes, passeava pela Vila Santa Cecília, quando foi abordado pela equipe do CDI. “Essa aproximação do profissional com a população, fora do consultório, acaba facilitando o entendimento. Numa conversa informal ficamos mais preparados para tirar dúvidas”, falou Luiz, elogiando a iniciativa.

A DOENÇA – A hanseníase ou Mal de Hansen é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele e é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. Podem aparecer uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; caroço e inchaços pelo corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; engrossamento do nervo que passa no cotovelo, levando à perda de sensibilidade ou a diminuição da força do quinto dedo; áreas com diminuição de pelos e de suor.

As pessoas que convivem ou conviveram com quem recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser examinadas nos serviços de saúde. A doença é transmitida de pessoa para pessoa. Ao tossir ou espirrar, o doente expele bactérias nas gotas de saliva, que podem ser aspiradas por outra pessoa, contaminando-a. Mas é bom salientar que não se contamina com abraço ou aperto de mão e não é necessário separar roupas, pratos, talheres e copos.

A coordenadora do Programa de Hanseníase no CDI, em Volta Redonda, a enfermeira Rejane Maria de Queiroz e Silva, informou que haverá outras ações pelo Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase em parceria com a Atenção Básica.

“Na última semana de fevereiro, nas unidades que diagnosticaram pacientes com hanseníase nos anos de 2017 e 2018, será realizada uma sensibilização, com distribuição de material educativo, orientações sobre a doença e sobre o uso da ficha de autoimagem – que ajuda o profissional a identificar a presença da hanseníase”, contou.

Recebem a ação a Unidade Básica de Saúde (UBS) José Henrique Sobrir, no Dom Bosco; Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do Santa Cruz; e UBSF Vereador Adão Pedro Alves, no Belmonte.

Nesta semana, a UBSF José Domingos Macedo, no Siderlândia, fez o trabalho de sensibilização e uma equipe do Programa de Hanseníase do CDI estará na unidade nos dias 08 e 11 de fevereiro para realizar consultas médicas e de enfermagem.

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