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Roda de Rima ganha um novo espaço para os artistas de rua de Volta Redonda

Movimento cultural para jovens é patrimônio cultural reconhecido e protegido por Lei Estadual

Secretaria Municipal de Cultura apoiou a realização da Roda de Rimas na Praça da Chaminé, no bairro Aterrado, onde dezenas de jovens se reuniram neste domingo das 16h às 21 horas, para improvisar seja no microfone, na dança e no canto, mostrando o talento de cada um. As rimas foram com temas livres, onde cada participante teve o tempo de 45 segundos para criar seus versos. Essa foi a primeira apresentação no novo local, longe de residências e bares, sendo aprovado pela maioria.

Aline Ribeiro, secretária municipal de Cultura, destacou a importância do movimento abraçado pelos jovens “As Rodas de Rimas e os movimentos Hip Hop são considerados por lei estadual, patrimônios culturais do estado do Rio de Janeiro. Ela garante e protege esses movimentos pelas artes. Em Volta Redonda, a gestão do prefeito Samuca Silva, coloca à disposição das Rodas de Rimas a estruturas da Coordenadoria Municipal da Juventude e a Secretaria de Cultura para cada vez mais apoiar essas manifestações culturais”, enfatizou.

O prefeito Samuca Silva comentou sobre a importância do movimento cultural para os jovens. “O Poder Público está autorizado a assegurar e fomentar a cultura Hip Hop e suas manifestações através das Rodas Culturais, considerados Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio. Estamos com a Coordenadoria da Juventude e a Secretaria de Cultura dando apoio a essa manifestação artística dos jovens, sem qualquer regra discriminatória, valorizando as suas atividades no espaço público”, frisou.

Vários jovens que fazem parte da organização comentaram o que para eles significa a Roda de Rima. “Depois de muito batalhar, a gente vem conseguindo mais apoio”, diz o fotógrafo do grupo, Celso Luiz Filho, 21 anos. Nathally Souza, de 20 anos, acrescenta: “Este é um espaço para os jovens ocupar e desenvolver cada um o seu talento”. Já para Thiago Oliveira, de  27 anos, ele afirma que seria importante “levar o movimento para dentro das escolas, dos colégios, onde existem muitos talentos que não conhecem ou não sabem onde poderiam se apresentar”. Ele conclui que a Roda de Rima é uma grande família para os jovens.

Calebe Prado da Silva, 20, afirmou que parte das pessoas que não sabem o que é uma Roda de Rimas tem um conceito errado do movimento cultural “Tentam marginalizar a Roda de Rima por puro desconhecimento. A gente busca justamente afastar os jovens das drogas, do caminho errado. Mesmo com a sua timidez, ele pode pegar o microfone e dar seu recado, mostrar a sua arte”, comparou.

Para David de Alencar, de 19 anos, ele concorda: “Eu comecei na rima com 13 ou 14 anos. É um espaço que dá ao jovem o direito de ter a sua voz, de quebrar a timidez e falar o que deseja”, disse.

O estudante universitário da UFF(Universidade Federal Fluminense),  Aroldo Claro, 25 anos, está no último período de Psicologia e está fazendo um trabalho para a universidade sobre a ocupação dos espaços urbanos pelos jovens. Ele escolheu a Roda de Rimas para o seu tema: “A praça virou para o jovem um espaço de poder, de ocupação urbana aonde ele vem e tem voz, é ouvido, tem inspiração para criar”, ressaltou.

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